sábado, 8 de maio de 2010

Para saber mais....




Contributos da Psicomotricidade para crianças com Discalculia

A estruturação perceptiva desempenha um papel importante no desenvolvimento da Matemática. O papel da psicomotricidade, nos períodos pré-escolar e escolar, será o auxiliar a criança na passagem da fase perceptiva à fase da representação mental, bem como na consolidação dos conceitos inerentes à matemática. Assim, todas as actividades vividas pela criança serão analisadas do ponto de vista perceptivo, posteriormente simbolizadas tanto no plano verbal como no gráfico.


Nesta terapia poderão ser realizados vários tipos de exercícios, como por exemplo:

  • Exercícios de Reforço da Lateralidade:Realizar jogos de arremesso, ora com o lado esquerdo, ora com o direito. Nas crianças mais novas deverá mencionar-se apenas “este lado” e “o outro lado”, sendo que a instrução poderá ser associada a uma informação táctil. Pode-se repetir a actividade anterior mas com a tarefa de pontapear. Pode-se atribuir uma cor ao pé direito e outra ao pé esquerdo enquanto a criança caminha sobre as bolas dessas cores.

  • Exercícios de reforço da Noção do Corpo associada à Noção de Quantidade, como por exemplo mostrar à criança as diferentes formas de mostrar os dedos.

  • Exercícios de reforço da Estruturação espaço-temporal, nomeadamente através da comparação de tamanhos de objectos, introduzindo as noções de altura, comprimento e largura; fazendo a sua árvore genealógica

  • Exercícios de reforço da Actividade perceptivo-motora, desenhando figuras geométricas numa folha e com cordas no chão e explicando as diferenças

A psicomotricidade...

A Psicomotricidade é concebida como uma ciência terapêutica adoptada na Europa há mais de 60 anos, que contém conceitos teóricos e aplicações práticas de várias ciências como a Psicologia, a Psicanálise, a Psiconeurologia, a Pedagogia, a Psiquiatria, entre outras, que convergem os seus interesses no estudo do movimento, com o objectivo de dar qualidade de vida ao ser humano. Vários autores deram um contributo importantíssimo para as bases teóricas da Psicomotricidade, analisando as relações complexas entre o movimento e o pensamento, e entre o corpo e o cérebro como: Dupré, Wallon, Piaget, Ajuriaguerra, Paillard, Bernshtein, Luria, Sperry, Eccles, Gardner, Damásio, Fonseca, entre muitos outros.

Surgiu como prescrição da medicina psiquiátrica e a utilização do movimento humano com fins reeducativos e terapêuticos foi conquistando numerosos adeptos. Foi em França que se institui o primeiro curso universitário em 1963. Actualmente, devido ao seu contributo na área da Educação e da Saúde encontra-se em franca expansão, e já existem diversos países onde esta é praticada como por exemplo Holanda, Dinamarca, Portugal, França, Brasil e México.

Vítor da Fonseca, na sua obra "Desenvolvimento Psicomotor e Aprendizagem" define psicomotricidade como um campo transdisciplinar que estuda e investiga as relações e as influências recíprocas e sistemáticas entre o psiquismo e a motricidade. O psiquismo, nesta perspectiva, é entendido como sendo constituído pelo conjunto do funcionamento mental, e integra as sensações, as percepções, as imagens, as emoções, os afectos, os fantasmas, os medos, as projecções, as aspirações, as representações, as simbolizações, as conceptualizações, as ideias e as construções mentais. O psiquismo, nesta dimensão integra a totalidade dos processos cognitivos, compreendendo as funções de atenção, de processamento e integração multissensorial, de planificação, regulação, controlo e execução motora. A activação de tais funções psíquicas corresponde a vários substratos neurológicos de origem filogenética e emergidos num contexto sociogenético, subentendendo uma plasticidade neuronal, uma hierarquização funcional e uma auto-actualização que se desenvolvem ao longo da ontogénese, mas que tendem a delapidar-se no processo inevitável da retro génese. A motricidade é entendida como o conjunto de expressões mentais e corporais, envolvendo funções tónicas, posturais, somatognósicas e práxicas que a suportam e sustentam.

Distinguem-se sete factores Psicomotores: a Tonicidade, a Equilibração, a Noção do Corpo a Lateralização, a Estruturação Espácio-temporal, a Praxia Global e a Praxia Fina. Estes factores estão inter-relacionados, influenciando-se mutuamente e estão organizados em termos de complexidade crescente, podendo actuar em conjunto ou separadamente, numa determinada acção.

Discalculia

A discalculia consite numa perturbação que se manifesta na dificuldade de aprendizagem do cálculo. Esta dificuldade pode-se manifestar em vários níveis da aprendizagem. Assim, podemos encontrar dificuldades ao nível da leitura, escrita e compreensão de números ou símbolos, compreensão de conceitos e regras matemáticas, memorização de factos ou conceitos ou no raciocínio abstracto. Podem ainda estar associadas dificuldades em aprender a ver as horas ou lidar com o dinheiro.



A ter em atenção:



  •  Dificuldades na identificação de números (visual e auditiva).
  • Incapacidade para estabelecer uma correspondência recíproca (contar objectos e associar um numeral a cada um). 
  •  Escassa habilidade para contar.
  • Dificuldade na compreensão de conjuntos.
  •  Dificuldade na compreensão de quantidade.
  •  Dificuldade em entender o valor segundo a habituação de um número.
  •  Dificuldades nos cálculos.
  • Dificuldades na compreensão do conceito de medida.
  • Dificuldade para aprender a dizer a hora.
  • Dificuldade na compreensão do valor das moedas.
  • Dificuldade de compreensão da linguagem matemática e dos símbolos.
  •  Dificuldade em resolver problemas orais.



Problemas associados



  • Deficiente organização visuo-espacial e integração não verbal: não conseguem distinguir rapidamente as diferenças entre formas, tamanhos, quantidades e comprimentos. 
  • Dificuldade em observar grupos de objectos e dizer qual deles contém uma maior quantidade de elementos, em calcular distâncias e em fazer julgamentos de organização visuo-espacial.
  • Distúrbio ao nível da imagem corporal.
  • Distúrbios de integração visuo-motora.
  • Desorientação: dificuldade na distinção esquerda-direita.
  • Dificuldades na percepção social e na realização de julgamentos: maturidade social reduzida.

Compreender a dislexia






Definição dificuldade duradoura da aprendizagem da leitura e aquisição do seu mecanismo, em crianças inteligentes, escolarizadas, sem quaisquer perturbação sensorial e psíquica já existente.

Sinais de Alerta
          Na Infância
  • Atraso na aquisição da linguagem. Começou a dizer as primeiras palavras mais tarde do que o habitual e a construir frases mais tardiamente.
  • Apresenta problemas de linguagem durante o seu desenvolvimento, dificuldades em pronunciar determinados sons, linguagem ‘abebezada’ para além do tempo normal.
  • Apresenta dificuldades em memorizar e acompanhar canções infantis e a rima das lenga-lengas.
  • Dificuldade na consciência e manipulação fonológica. Dificuldade em se aperceber que os sons das palavras podem dividir-se em bocados mais pequenos e em manipular esses mesmos sons.
                Em idade escolar
  • Lentidão na aprendizagem dos mecanismos da leitura e escrita.
  • Dificuldade em compreender que as palavras se podem segmentar em sílabas e fonemas.
  • Erros por dificuldades na descodificação grafema-fonema.
  • Bastantes dificuldades na leitura, com a presença constante de erros e incorrecções, inventando palavras ao ler um texto.
  • A velocidade da leitura é inadequada para a idade. Dificuldades na leitura de palavras irregulares, pouco frequentes e pseudopalavras.
  •  Escrita com múltiplos erros ortográficos e a qualidade da caligrafia é bastante deficiente. 
  •  Lacunas acentuadas na organização das ideias no texto e na construção frásica.
  • Demora demasiado tempo na realização dos trabalhos de casa.
  • Utiliza estratégias e truques para não ler.
  •  Não revela qualquer prazer pela leitura.
  •  Distrai-se com bastante facilidade perante qualquer estímulo, parecendo que está a "sonhar acordado". Curtos períodos de atenção.
  • Os resultados escolares não são condizentes com a sua capacidade intelectual. Melhores resultados nas avaliações orais do que nas escritas.
  • Dificuldades em memorizar informações verbais (memória de trabalho verbal).
  • Dificuldades na aprendizagem de uma língua estrangeira.
  • Dificuldades ao nível da organização pessoal.
  • Não gosta de ir à escola ou de realizar qualquer actividade com ela relacionada.
  • Apresenta "picos de aprendizagem", nuns dias parece assimilar e compreender os conteúdos curriculares e noutros parece ter esquecido o que tinha aprendido anteriormente.
  • Apesar das dificuldades na escola revela ser bastante imaginativo e criativo, com um bom raciocínio lógico e abstracto, podendo evidenciar capacidades acima da média em determinadas áreas que não exijam a leitura e a escrita (desenho, pintura, música, teatro, desporto, etc.).
Diagnóstico
Pode haver suspeita da presença da dislexia desde cedo, principalmente na época da alfabetização, quando a leitura e escrita são formalmente apresentadas à criança. Um diagnóstico mais precisa é feito a partir do 2º ano, após dois anos de aprendizagem da leitura. Se houver sinais de dificuldades nas áreas de linguagem,  deve ser iniciado um atendimento adequado  mesmo antes da alfabetização.

Lista resumida de algumas dificuldades de aprendizagem

Dislexia Incapacidade severa de leitura; dificuldade no processamento da linguagem cujo impacto se reflecte na leitura, na escrita e na soletração.




Dispraxia Dificuldade na planificação motora, cujo impacto se reflecte na capacidade de um indivíduo coordenar adequadamente os movimentos corporais.



Disgrafia Dificuldade na escrita. Os problemas podem estar relacionados com a componente grafomotora (padrão motor) da escrita, como por exemplo a forma das letras, espaço entre palavras, pressão do traço; com a soletração; e com a produção de textos escritos.



Discalculia Dificuldade na realização de cálculos matemáticos



Desordem por défice de atenção com/sem hiperactividade É caracterizada por frequentes estados de desatenção, de impulsividade e, geralmente, por um excesso de actividade motora (hiperactividade) que podem interferir com a capacidade do indivíduo para a aprendizagem; pode ocorrer concomitantemente com as DA

Na escola...

Muitos indivíduos com DAE, frustrados com as suas dificuldades em aprender,  adquirem sentimentos negativos do seu autoconceito e de auto-estima dado que no lugar de aprenderem e desenvolverem atitudes acerca das tarefas que conseguem fazer, elas frequentemente aprendem o que não conseguem fazer.


De um modo geral, os transtornos emocionais mais frequentes e com maior repercussão na aprendizagem escolar são os seguintes:

o Ansiedade, instabilidade emocional e dependência;

o Tensão nervosa;

o Dificuldades em manter a atenção;

o Inquietude e, por vezes desobediência;

o Reacções comportamentais bruscas e desconcertantes, por vezes sem razão aparente;

o Falta de controlo de si mesmo;

o Dificuldade de ajustamento á realidade;

o Problemas de comunicação;

o Autoconceito e auto-estima baixos, com reduzida tolerância à frustração.

Problemas mais frequentes nas pessoas com DAE

Os problemas mais frequentes nas pessoas com DAE encontram-se, nos seguintes níveis:


Indícios neurológicos: As pessoas com DAE manifestam indícios ou sinais neurológicos, ou seja, têm significativamente mais antecedentes de afecções cerebrais ou de situações nas quais o cérebro pode ter sido afectado.

Atenção: Esta observação é feita quando os indivíduos não se conseguem concentrar numa determinada tarefa, não orientam a sua cabeça e olhos para o professor quando este lhe está a dar instruções, ou falham quando lhe pedem para seguir directrizes.

No que se refere aos indivíduos com problemas de atenção, estes foram descritos como tendo (1) Hiperactividade, porque se caracterizam por realizar movimentos motores excessivos; (2) Distractibilidade, pois orientam-se para estímulos irrelevantes e têm dificuldade em manter a atenção; (3) Desinibição, porque tem tendências para responder, tanto a distracções internas como externas e (4) Perseveração, pois repetem comportamentos quando já não são apropriados.

Percepção: Os problemas da percepção devem ser distinguidos dos défices sensoriais, como as deficiências visual e auditiva periféricas, sendo os referidos problemas de percepção definidos como a incapacidade de identificar, discriminar, interpretar e organizar sensações. Os transtornos da percepção mais frequentes situam-se ao nível de:

o Percepção das formas, dado que todas as actividades escolares requerem, do individuo, uma boa capacidade de discriminação de formas;

o Percepção do espaço. Um individuo que apresente este tipo de transtorno tem problemas com a percepção relativa dos estímulos visuais que percebe, como por exemplo b/d, p/q, b/p.

o Completamento Visual. Refere-se a um transtorno na capacidade para perceber uma forma a partir de alguns indícios ou estímulos da mesma e que se traduz em repetições, lentidão, que por sua vez determinam cansaço, moleza e fadiga no individuo.

Memória: A memória é a habilidade para codificar, processar, guardar informação a que se esteve exposto, sendo, como capacidade, inseparável do funcionamento intelectual e da aprendizagem. A memória e a aprendizagem são indissociáveis, constituindo a primeira o processo de reconhecimento e de rechamada do que foi aprendido e retido.

Cognitivo: As aprendizagens simbólicas como a leitura, a escrita e o cálculo envolvem processos cognitivos muito complexos.

Psicolinguístico: Uma vez que a importância da linguagem para as aprendizagens escolares é, sem dúvida, capital, os problemas psicolinguísticos referem-se a desordens que ocorrem nos indivíduos com DAE e que lhes dificultam a recepção, integração e expressão de conteúdos escolares.

Actividade Motora e Psicomotora: Existem quatro perturbações da actividade motora que podem manifestar-se nos indivíduos com DAE. São elas:

o Hiperactividade – Forma mais comum de transtorno motor. É caracterizada pelos seguintes sintomas:

 Movimentam-se continuamente;

 Fazem-no impulsivamente, pois com frequência actuam ou movem-se segundo o impulso do momento, sem pensar nas consequências dos seus actos e, aparentemente, sem controlo ou inibição;

 São incapazes de estar quietos, durante um breve período de tempo, sem mexerem os pés, bater com o lápis ou revolverem-se no assento;

 Têm grande variabilidade nas suas respostas;

 A sua atenção é dispersa, os que os leva a estar distraídos com grande frequência;

 A memória é deficiente, razão pela qual, frequentemente esquecem as instruções e as tarefas;

 São emotivos, reagindo com frequência aos estímulos com choro e zangas;

 Pobre coordenação visuo-motora;

 Baixo conceito de si mesmos;

o Hipoactividade – Actividade motora insuficiente. Em geral estes indivíduos possuem um comportamento tranquilo, letárgico e não causam problemas na sala de aula, passando despercebidos



o Falta de coordenação – Constituem os sinais mais usados para definir a lentidão física e a falta de integração motora. Os indivíduos com DAE possuem os seguintes comportamentos:

 Desempenham mal actividadesque requeiram muita coordenação motora, como correr, agarrar bolas, saltar;

 Ao andar apresentam rigidez nos membros inferiores;

 Não se desenvolvem bem nas actividades como escrever, desenhar ou de um modo geral, naquelas actividades que requeiram uma boa integração motora;

 Dificuldades no equilíbrio demonstradas pelas sucessivas quedas, tropeções e falta de jeito em geral

o Perseverância – Consiste na continuação automática e muitas vezes involuntária de um comportamento expressivo que se pode observar em comportamentos expressivos (motores) como a fala, a escrita, a leitura e o desenho. Trata-se de um problema derivado da incapacidade do indivíduo para passar com facilidade de um fonema, palavra ou tema para o outro

10 características dos Indivíduos com DAE mais frequentes




• Hiperactividade;


• Problemas perceptivo-motores;


• Instabilidade emocional(explosões emocionais súbitas sem causa óbvia);


• Défices gerais de coordenação (trapalhão e coordenação motora pobre);


• Desordens de atenção (pequenos períodos de atenção, distractibilidade, perseveração);


• Impulsividade;


• Desordens da memória e do pensamento;


• “Dificuldades de Aprendizagem” específicas (leitura, escrita, soletração e aritmética);


• Desordens de audição e da fala;


• Sinais neurológicos difusos, como irregularidades eletroencefalográficas

Dificuldades de Aprendizagem Específicas

Dificuldades de Aprendizagem Específicas (DAE) dizem respeito à forma como um indivíduo processa a informação – a recebe, a integra, a retém e a exprime -, tendo em conta as suas capacidades e o conjunto das suas realizações. As DAE podem, assim manifestar-se nas áreas da fala, da leitura, da escrita, da matemática e/ou da resolução de problemas, envolvendo défices que implicam problemas de memória, perceptivos, motores, de linguagem, de pensamento, e/ou metacognitivos. Estas dificuldades, que não resultam de privações sensoriais, deficiência mental, problemas motores, défice de atenção, perturbações emocionais ou sociais, embora exista a possibilidade de estes ocorrer em concomitância com elas, podem, ainda alterar o modo como o indivíduo interage com o meio envolvente

É de salientar que as DAE referem-se a uma incapacidade ou impedimento específico para a aprendizagem numa ou mais áreas académicas, podendo ainda envolver a área sócio-emocional.

Convém uma vez mais salientar que  DA/ DAE não são o mesmo que deficiência mental, deficiência visual, deficiência auditiva, perturbações emocionais e autismo.

Conceito de Dificuldades de Aprendizagem

Dificuldades de Aprendizagem é uma designação geral que se refere a um grupo heterogéneo de desordens manifestadas por dificuldades significativas na aquisição e na compreensão auditiva, da fala, da leitura, da escrita e do raciocínio matemático. Tais desordens, consideradas intrínsecas ao individuo e presumindo-se que sejam devidas a uma disfunção do sistema nervoso central, podem ocorrer durante toda a vida. Os problemas de auto-regulação do comportamento, percepção e interacção social podem coexistir com as Dificuldades de Aprendizagem.
 Estas podem ocorrer com outras deficiências ou com influências extrínsecas mas não são resultado dessas condições


É vital salientar que mesmo na presença de uma pedagogia eficaz e de professores competentes as Dificuldades de Aprendizagem não desaparecem ou se extinguem. A base das DA encontra-se no indivíduo que não rende ao nível do que se poderia supor e esperar a partir do seu potencial intelectual, e que, por motivos dessa especificidade cognitiva na aprendizagem tende a revelar falta de êxitos inesperados

O conceito de Aprendizagem

A aprendizagem constitui uma mudança de comportamento resultante da experiência. Trata-se de uma mudança de comportamento ou de conduta que assume várias características. É uma proposta modificada, estável e durável, interiorizada e consolidada no próprio cérebro do indivíduo. Compreende, por consequência uma relação integrada entre o indivíduo e o seu desenvolvimento da qual resulta uma plasticidade adaptativa de comportamentos ou de condutas
Esta é uma função do cérebro. Não há uma região específica do cérebro que seja exclusivamente responsável pela aprendizagem. O cérebro é um todo funcional e estrutural responsável pela aprendizagem. Esta resulta de complexas operações neurofisiológicas e neuropsicológicas. Tais operações combinam e organizam estímulos com respostas, assimilações com acomodações, situações com acções gnósias com práxias